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Descrição do Produto
Quem chega ao Rio de Janeiro por uma de suas principais via de acesso, a avenida Brasil, e segue pelo Viaduto do Caju até a rodoviária Novo Rio, tem uma grata surpresa. Em meio à paisagem hostilizada pela poluição química, sonora e visual, o visitante é confrontado por uma seqüência de murais das cores da bandeira brasileira, que anunciam mensagens de paz e sugerem a gentileza como princípio das relações humanas. Inscritas sobre o concreto de 55 pilastras do viaduto, as palavras do mítico andarilho conhecido por Profeta Gentileza (1917-1996), descortinam-se como páginas de um livro urbano ou painéis de uma exposição de arte mural de proporções monumentais. O Profeta Gentileza, representante do pensamento popular e cordial, chegou à mesma conclusão que aqueles mestres. Mas foi mais certeiro que eles ao propor a alternativa: a Gentileza como irradiação do cuidado e da ternura essencial. Esse paradigma tem mais chance de nos humanizar do que aquele que ardeu no circo de Niterói: o espírito de geometria, o saber como poder e o poder como dominação sobre os outros e a natureza.






